17 Mart 2017 Cuma

Fundador do WhatsApp detalha o comportamento dos brasileiros no aplicativo


Brian Acton � um dos co-fundadores do WhatsApp, o aplicativo de troca de mensagens mais popular no Brasil e que foi apelidado de "zap zap" pelo povo. Em entrevista ao portal Exame, ele deu alguns detalhes sobre o funcionamento do escrit�rio nos Estados Unidos, que tem cerca de 200 funcion�rios, dos quais 80 s�o engenheiros, e disse que por enquanto o mensageiro gerenciado pelo Facebook n�o pensa em abrir uma filial aqui.

De novidade, o executivo deu alguns detalhes sobre o gosto local e caracter�sticas de usabilidade. Ele notou que os brasileiros usam muito os recursos de �udio:

" O brasileiro usa muito a voz, fazem muitas liga��es. Voc�s gostam de falar, creio eu. � uma caracter�stica cultural. Fiquei gratamente surpreso ao descobrir isso. Depois do lan�amento das chamadas de voz, percebemos o quanto as pessoas gostam do recurso".

O executivo tamb�m deu detalhes sobre uma poss�vel opera��o brasileira. Por enquanto, abrir um escrit�rio no pa�s est� fora de cogita��o. Disse ele:

"Agora � mais f�cil e pr�tico gerenciar tudo aqui da Calif�rnia. H� benef�cios de ter presen�a local. Podemos aprender cultura e costumes do pa�s e voc� estabelece relacionamentos. Mas ainda n�o estamos nesse est�gio. A resposta n�o � um �n�o�, mas � um �ainda n�o�.

Segundo uma recente pesquisa do Datafolha, 71% dos brasileiros usam a plataforma para troca de mensagens pessoais e at� mesmo corporativas. Isso mostraria uma confian�a de que os dados por l� s�o protegidos - o que � indicado por um levantamento feito pela Anistia Internacional. Brian Acton comentou:

"Confian�a � consist�ncia ao longo do tempo. Pensamos nisso como resultado do que constru�mos durante muito tempo. Adicionamos recursos de seguran�a e recursos multim�dia e mantivemos um forte foco em performance e confiabilidade. Com isso, conseguimos uma grande massa cr�tica de usu�rios do nosso aplicativo".

O WhatsApp tem enfrentado recentes problemas na Justi�a brasileira. As autoridades alegam que o mensageiro n�o fornece dados que poderiam solucionar crimes. No entanto, os desenvolvedores garantem sigilo aos que usam o servi�o. Esse bloqueio sistem�tico, que foi muito mais frequente ao longo de 2015, foi at� criticado pela Onu (Organiza��o das Na��es Unidas). O caso est� no STF (Supremo Tribunal Federal), inst�ncia em que o app alega que tais bloqueios violam o Marco Civil da Internet.

O co-fundador do WhatsApp, ainda durante a entrevista, alegou que a empresa n�o tem os dados solicitados pelos ju�zes brasileiros.

"O dif�cil � que muitas vezes o bloqueio tem a ver com produ��o de informa��es, dados de usu�rios. Para sermos honestos, n�o podemos fazer isso. Por isso, achamos que o bloqueio foi injusto. S� guardamos um pequeno n�mero de dados de mensagens enquanto estamos entregando aos destinat�rios. Tudo que voc� tem fica no seu smartphone".

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